Gilson Bernini 
O campeão de sambas-enredo, emplaca três sambas nas novelas globais
Gilson já ganhou mais de vinte sambas-enredos. Só na Mangueira venceu por cinco vezes e coleciona dois estandartes de ouro. O artista, percussionista, compositor também está cantando no CD e DVD Quintal do Zeca Pagodinho, que já conquistou a honrosa Platina, com mais de 150 mil cópias vendidas. Entre uma coisa e outra, a gente conseguiu um tempinho do artista para fazer uma curta entrevista:

Quando foi que você começou a compor?
Quando tinha quinze anos perdi minha mãe e aí fui morar com meu pai. Passado algum tempo comecei a frequentar os blocos de carnaval. Depois de uns dois anos resolvi participar dos concursos de sambas de bloco e ganhei no 'Chamego de Benfica', Tinham vários outros blocos como o 'Veneno da Suburbana', enfim.  Por aquelas bandas, de Manguinhos e Jacarezinho, onde nasci e fui criado se fazia samba na hora, para alegrar as pessoas. Tomei gosto pela coisa e vi que tinha talento para isso. O engraçado disso tudo é que na minha família não tinha nenhuma pessoa ligada a música. 
Comecei fazendo esse tipo de samba para concorrer nos concursos, meu sonho maior era fazer samba para a Escola Unidos do Jacarezinho ou para a Unidos de Manguinhos.  Ganhar um samba ali era sinônimo de respeito entre a rapaziada. Passado uns anos, ganhei um samba no Jacarezinho. Comecei a fazer sambas para blocos e agremiações a ganhei a disputa de um samba na Escola União de Rocha Miranda; ganhei na Tupi de Brás de Pina duas vezes, na Maguinhos três vezes, Jacarezinho sete vezes... e assim fui.

Bom, né? Colecionar títulos, campeonatos...
A partir daí, fui tentar a sorte no grupo especial, mas só bati na trave. Perdi finais na Imperatriz Leopoldinense, na Caprichosos de Pilares, na Unidos da Tijuca, enfim. A última final que perdi foi na Caprichosos de Pilares, em 1998. Quando acabou, olhei e tinha muita gente chorando, minha torcida, por eu ter perdido o samba na final. Aí, peguei o microfone e falei que não faria mais samba-enredo para que meus amigos não passassem por isso mais uma vez.  

Desistiu mesmo, ou só deu um tempo?
No ano seguinte, para esquecer o carnaval do Rio, viajei para Marataises (ES), mas me senti muito mal por não ter concorrido. Em 2000 fui convidado para fazer uma parceria em uma única escola, daquelas que jamais pensei em fazer parte. Olhava aqueles caras famosos, com aqueles sambas...  passava perto deles e ficava pensando como eu iria ganhar deles, era a Estação Primeira de Mangueira. O cara que eu substitui na parceria no samba era o Carvalhais e meu parceiro falou o seguinte: 'Meu irmão, ganhar samba na Mangueira é como furar parede de concreto com o dedo!' - mas ganhamos!!  Certamente foi o dedo de Deus, né?  E, em 2001 ganhamos de novo com os mesmos parceiros. Daí por diante ganhei em 2003, 2006 e 2009 com parceiros diferentes. 

Até então você só fazia música para Escolas de Samba?
Era sim. Mas percebi que podia colocar músicas fora de sambas-enredos, aquelas que até então, eu só cantava nos botequins da vida. No entanto ganhar sambas na Mangueira abriu as portas para outras façanhas dentro da música.  Muitas vezes eu nem falava que a música era minha quando cantava para alguém, pois queria ver a reação da pessoa. 

Qual foi seu primeiro samba gravado por um artista?
A Lecy Brandão gravou "Natureza Esperança" - foi a primeira artista de ponta que gravou composição minha. Daí por diante as coisas fluíram mais, Graças à Deus! Revelação, Samba Pra Gente, Nosso Clima, Só Preto, Pirraça, Raça, Zeca Pagodinho, Diogo Nogueira, Lecí Brandão, Alcione, Flavia Saoli, Leandro Sapucaí, Arlindo Cruz, Bebeto, Jorginho China dentre outros gravaram músicas minhas.

Você tem muitos parceiros, mas qual é o mais constante?
Estou sempre variando de parceiro, porém o mais constante é o Xande de Pilares (do grupo Revelação). Lembro de uma passagem importante na minha história, quando meu filho Genilson morreu, vítima  de um acidente, pensei em desistir, aí  o Xande me disse: vou te arrastar pra gente compor mais ainda. E foi o que aconteceu, deste momento em diante fiz muito mais coisas, parece compensação do momento ruim que eu estava passando - coisa de Deus. 

Qual dos seus sucessos é o seu favorito?
Esta música que vou te falar é a música que eu mais me apeguei, pois manda uma mensagem para mim mesmo: "Tá escrito". A letra diz assim: “Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé, manda essa tristeza embora, basta acreditar, um novo dia vai raiar, tua hora vai chegar’. Essa música fala de alta estima, fui muito iluminado em fazê-la, junto com Carlinhos Madureira e Xande. Ela me deu oportunidade de ganhar um dinheirinho e pude fazer várias coisas.

Música dá muito prazer. Qual foi o mais recente sentimento de felicidade que você teve com uma canção?
Dentre outros sucessos que tem por aí, tive a felicidade de ver regravada uma canção minha por Arlindo Cruz e Caetano Veloso "Trilha do Amor" que fiz com André Renato e Xande - o grupo Revelação já havia gravado antes. Esta música tem me dado bastante alegria ultimamente. 

Atualmente você tem 3 sucessos tocando em 3 novelas da Globo. Quais são eles?
"Tá Escrito", tocando em Malhação; "Filho da Simplicidade". tocando em Avenida Brasil, samba que tive o prazer de compor com Helinho do Salgueiro e o Xande - essa é a música que  mais tem a ver comigo. Não perco minhas origens, a simplicidade caminha comigo, não esqueço minhas raízes. Por eu ter um carro bom e um cordão de ouro no pescoço, não me faz ser melhor do que ninguém. 
A outra música que está tocando na novela da Globo 'Amor Eterno Amor', foi a que Diogo Nogueira gravou. Tenho muito carinho por ela que foi feita antes do meu filho partir. Ele saia todo dia de manhã ouvindo no carro dele essa música. A composição é minha e do Flavinho Silva, primeira parceria com ele: 'Tô fazendo a minha parte'.

Você já teve dificuldade em mostrar suas músicas para os cantores? 
Na verdade o compositor é muito desinformado, ou deixa a inibição tomar conta. Tive a felicidade de muitos acreditarem em meu trabalho e ter parceiros geniais. Quando via, minha música estava sendo gravada por fulano! Ela caminha, devido também aos meus parceiros. 
O compositor que acredita em sua obra, tem que ter coragem e determinação; ter autocrítica verdadeira; não achar que tudo que faz é bom. Pode até ser bom, mas se pode melhorar, faça-o. E muita vezes nem é tão bom assim. Tem que se auto-analisar e ser franco consigo mesmo! Ir com a cara e a coragem procurar e mostrar seu trabalho - eles escutam sim, basta você saber chegar. 

O que está por vir?
O novo DVD do Revelação, que ainda vai ser lançado, tem várias músicas minhas com diferentes parceiros. Tem uma música que é cantada pelo Xande e o Belo e isso era um desejo meu que se realizou - ter o Belo cantando uma música minha.  Graças à Deus tenho realizado meus sonhos, estou conseguindo um espaço que sempre almejei!

Você também é percussionista dos bons...
Toco Pandeiro e Tantan, prefiro o Tantan. Nas bricadeiras lá na casa do Zeca Pagodinho, em Xerém,  quando tem uma batucada que eu estou presente, assumo logo o tantan e a rapaziada gosta, inclusive o próprio Zeca já me elogiou. Aliás esse meu dom quem herdou foi meu filho Rafael Bernini. O cara é fera: toca, canta, compõe e ainda gosta de versar. Tenho vontade de fazer um CD com ele cantando algumas músicas minhas, inclusive em parceria com ele. Nesse CD vai ter também músicas com meu sobrinho Diogo Rosa, a gente também faz música junto. Instrumento de cor-das, como cavaco e violão não toco, e meus parceiros comentam que por não tocá-los fico mais livre para fazer melodias. Batuco na parede, na porta, nas panelas, onde der... é assim que faço as melodias e surgem as ideias. 

Gilson Bernini tem várias músicas gravadas, e vários sambas-enredo. Dentre seus parceiros estão: Brasil, Zé Roberto, Fernando Ma-gaça, Xande de Pilares, Jhonatan Alexandre, André Renato, Marquinho PQD, Claudemir, Gabrielzinho do Irajá, Valtiz Zacharias, Lean-dro Fab, Rafael Bernini, Bada, Dini da Vila, Marce-linho, Clóvis Pê, Cosminho, Arimatéia, Marcos Peres, Foca, Edispuma, Melo, Licinho, Betinho de Pilares, Jassa, dentre outros.

Junto com o Zé Roberto (parceiro) fazem uma Roda de Samba o "Poetas do Samba", que acontece uma vez por mês no clube Sargentos de Cascadura. Trata-se de um encontro mensal de compositores, que acontece na segunda terça-feira de cada mês.

Eumir e Orquestra em Also Sprach Zarathustra: http://www.youtube.com/watch?v=Lb7rTiP6dnE




O Som Eclético de Deodato

Pianista, Compositor, Arranjador e Produtor Musical', respeitado no mundo inteiro pela critica, público e pela comunidade musical internacional, o brasileiro Eumir Deodato, nasceu no Rio de Janeiro, em 22 de junho de 1943. Aos 12 anos começou a tocar acordeon, depois estudou piano, orques-tração, arranjo e regência através de livros. Seu primeiro trabalho orquestral foi realizado com 17 anos, quando coordenou e con-duziu seus arranjos para vinte e oito músicos. A carreira profissional iniciou-se com as apresentações dos shows de Bossa Nova, em 1959, junto com Rober-to Menescal, Durval Ferrei-ra, dentre outros. Logo, Eumir se transformou em um dos mais respeitados e ativos compositores/pianistas do cenário musi-cal do Rio de Janeiro e do Brasil, gravando com artis-tas como Elis Regina, Marcos Valle, Milton Nasci-mento e Antonio Carlos Jobim. 
Em 1964, lançou o LP 'Inútil Paisagem', com músicas de Tom Jobim e fez os arranjos dos primeiros discos de Marcos Valle, Wanda Sá, Wilson Simonal, entre ou-tros. Em seguida, gravou o LP 'Ataque', onde registrou algumas de suas composi-ções, a exemplo de 'Razão de Viver' em parceria com Paulo Sérgio Valle. 
No ano de 1967, a convite de Augusto Marzagão, participou da comissão de seleção do 'Festival Inter-nacional da Canção (FIC)', realizado no 'Ginásio do Maracanãzinho (RJ)' e para quem não sabe, foram nas edições deste festival que surgiram grande parte da nata da Musica Popular Brasileira que se conhece hoje, a exemplo do compo-sitor e cantor mineiro, Mil-ton Nascimento. Neste mesmo ano, 1967, Eumir mudou-se para Nova York (EUA), convidado a fazer arranjos para Luiz Bonfá. Depois recebeu outro convite... Fazer os arranjos do álbum 'Beach Samba', de Astrud Gilberto e ainda, foi convidado e contratado por várias companhias para trabalhar nos álbuns de outros artistas, como Frank Sinatra, Roberta Flack e Aretha Franklin, entre outros artistas de peso no cenário da música inter-nacional. 
Em 1969, lançou o álbum 'Donato/Deodato', com João Donato (outra fera da música brasileira e mun-dial). Em 1972, gravou o álbum, 'Percepção'. No ano seguinte escreveu arran-jo para um clássico: 'Also Sprach Zara-thustra', de Ri-chard Strauss, tema do filme: '2001: Uma Odisséia No Es-paço', de Stan-ley Kubrick, fai-xa também in-cluída no ál-bum "Prelude" de Eumir, que atingiu a marca de cinco mi-lhões de cópias vendidas e lhe rendeu o prêmio 'Grammy' da música internacional, na categoria de Melhor Perfor-mance Instrumental Pop/Rock e o levou a ser reconhecido internacional-mente, elevando sua carreira musical ao 'Top Line' dos melho-res artista do mundo. A música de Strauss também lhe rendeu outra indi-cação ao Grammy, para concor-rer na categoria de 'Melhor Artista Pop'. Deodato foi homenageado e reconhe-cido por várias publicações, como as revistas: 'Record World', 'Billboard', 'Cashbox' e 'Playboy'. Isso é só uma pincelada sobre o trabalho excepcional trilhado por esse artista brasileiro. A íntegra, você pode conferir agora: 
Eumir Deodato ganhou 17 discos de platina como artista, compositor, arran-jador e músico/produtor. Chegou a marca de mais de 35 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo. Seu portfólio ultrapassa 475 discos e aglutina uma discografia com produções invejáveis, que incluem discos compilados com seus trabalhos como mú-sico pianista/tecladista, compositor, arranjador e ou produtor musical. Se come-çarmos por orquestras, Eumir já tocou com várias sinfônicas, como a 'Sinfô-nica de St. Louis'; 'Sinfônica de Cincinnati'; 'Filarmônica de Nova York' e a 'Orquestra de Música Leggera dellÚnione Musicisti di Roma'. Além disso, vários artistas de fama interna-cional, ao longo dos anos foram dirigidos e produzidos por ele ou interpretaram suas composições. A lista é vasta e inclui George Ben-son; Lee Ritenour; Sarah Vaughan; Milt Jackson; Joe Pass; Duke Pearson; Perez Prado; The Emotions, entre outros. Eumir Deodato de-pois de se apresentar no Hollywood Bowl, com o CTI All-Stars Band, formou  seu próprio grupo e estreou no Madison Square Garden, em Nova York, no ano de 1973. Depois de sete anos fazendo turnê pelo mundo afora, incluindo a Austrália, Japão, Canadá, América do Sul, Europa e oito turnês de costa-a-costa nos Estados Unidos, voltou aos estúdios, onde atuou como produtor musical para muitos artistas e bandas, a exemplo de Earth, Wind & Fire; Michael Franks; Chuck Mangione; Breakfast Club; The Dazz Band; Pretty Poison; Kevin Rowland; White Lion, entre vários outros. Ainda na mesma época, na década de 70, lançou pelo selo de Creed Taylor - CTI, os álbuns: 'Prelude' (1972); 'Deodato 2' (1973); 'Deodato/Airto in Concert', com Airto Moreira (1974). Em seguida lançou pela MCA Records os álbuns: 'Whirlwinds' (1974); 'Artisty' (1975); 'First Cuckoo' (1975); 'Very Together' (1976) e pela Warner os álbuns: 'Love Island' (1978); 'Knights of Fantasy' e 'Night Cruiser (1979). 
A partir de 1979 até 1983, produziu o grupo Pop: 'Kool and the Gang', incluindo a canção 'Celebration'; 'Ladie's Night' e outros sucessos. Nosso artista também trabalhou em diversas trilhas sonoras para filmes de Hollywood, a exemplo de  'The Black Pearl'; 'Ghostbusters II'; 'White Nights'; 'The Gentle Rain'; 'Target Risk'; 'The Reporter'; 'Beat Street'; 'Body rock'; 'The Onion Field'; 'The Girl From Ipanema'; 'The Adventures' (gravada com Tom Jobim e a Orquestra Sinfônica de Londres), teve algumas de suas gravações, incluídas nas trilhas sonoras dos filmes: 'Being There'; 'O Exorcista' e ainda, produziu as trilhas musicais dos recentes filmes: 'Assas-sinato a Sangue Frio'; 'A Pérola Negra'; Caça Fan-tasmas II e 'O Sol da Meia-Noite'. 
Eumir na década de 80, também gravou os discos 'Night Cruiser' (1980); 'Happy Hour' (1982) e 'Motion' (1985). Em 1990, lançou os CDs: 'In Concert: Live at Felt Forum'; 'The 2001 Concert' e 'Some-where Out There' (com participações dos voca-listas: Tom Hammer; Tara Kennedy e Joe James). Em 1994, participou como convidado especial, da turnê ao Japão da cantora francesa Clémentine e trabalhou com a cantora islandesa Björk, assinando os arranjos dos discos "Post" (1995), "Telegram" (1996) e "Homogenic" (1997). Participou ainda como tecladista; arranjador ou produtor nos álbuns de Ithamara Koorax ('Almost in Love'); Gal Costa; Titãs ('Vol. II') e Carlinhos Brown ('Omelete man'), entre muitos outros artistas. Em 2000, escreveu os arranjos da trilha sonora do filme 'Bossa nova', de Bruno Barreto. Em 2001, parti-cipou de um Concerto beneficente, na cidade de Nova York, onde tocou apenas a música 'Also Sprach Zarathusta (2001)' e a reação do público foi maravilhosa. Em 2002, trabalhou com Milton Nas-cimento no Rio de Janeiro, onde obteve o Grammy Lati-no com a música "Tristesse" e essa música, recebeu o título de melhor canção do ano no Brasil. Lançou em 2007, o CD 'Eumir Deodato Trio - Ao vivo no Rio', gravado na Sala Cecília Meirelles, Rio de Janeiro-RJ, onde se apre-sentou acompanhado por Marcelo Mariano (contra-baixo) e Renato 'Massa' Calmon (bateria). No reper-tório: 'Also Sprach Zarathus-tra' (Richard Strauss), 'Rhapsody In Blue' (George Gershwin), 'Sabiá' (Tom Jobim e Chico Buarque), 'Berimbau' (Baden Powell e Vinicius de Moraes), 'Dindi' (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) e 'Samba de Uma Nota Só' (Tom Jobim e Newton Mendonça) - com arranjo criado para a trilha sonora do filme 'Bossa Nova' e ainda, "Carly & Carole", uma canção composta para homenagear as cantoras/compositoras: Carly Simon e Carole King. 
Em 2010, Eumir se apresentou novamente no Rio de Janeiro, no projeto "Multiplicidade", ao lado do artista gráfico Breno Pineschi. Este espetáculo, foi apresentado no teatro 'Oi Casa Grande' e apontado como um dos 10 Melhores Shows de 2010, pelo jornal 'O Globo' do Rio de Janeiro, edição de 28 de dezembro de 2010. 
Visitando mais o Brasil do que de costume, acabou sendo convidado para fazer arranjos e participações em gravações, a exemplo da 'Banda Huaska' e da cantora 'Laura Rizzotto'. 
Eumir nos diz: 'Atualmente a Europa não está mais como antes, está completamente difícil de fazer concertos lá',  desabafa o músico, se referindo a crise economica mundial que afeta todos os países e consequentemente os setores da produção, inclusive a música... 
'A única coisa que achei muito bom, foi o convite para fazer três shows com Al Jarreau, sendo um deles em Milão', confessa e aproveita para fazer uma crítica ao país onde vive há bastante tempo: 'Nos Estados Unidos, a indústria da música praticamente acabou, não é uma questão que esteja em situação difícil... Acabou mesmo!' 

Aqui no Brasil, nos próximos meses, Deodato tocará no 'BH Instrumental', em Belo Horizonte-MG; em Ouro Preto-MG; em Manaus-AM e por várias cidades do interior de São Paulo. Perguntamos ao artista qual o segredo, qual o diferencial na sua música para que haja tanto interesse dos gringos, de diversas vertentes da música, na disputa de horários em sua agenda para criações e produções?  Eumir respondeu: 'O interesse na minha música, no meu trabalho, talvez se deva pela pegada, pelo swing, balanço, a forma de compor e tocar. Para mim, o mais importante é estar tocando, deixando as pessoas contentes, felizes e satisfeitas' , finaliza.
Seus mais recentes projetos incluem: os arranjos e produções musicais do álbum da cantora de rock francesa: Damien Saez; o álbum da cantora sansei: Lisa Ono e o álbum da cantora de jazz: Ann Hampton Callaway. Eumir Deodato também trabalhou com vários outros artistas recentemente, como Barba-ra Mendes; Ana Carolina; Fernanda Abreu; KD Lang; Marisa Monte; Berry e Cristophe (na França, que figuraram nas paradas de sucesso); Lupe Fiasco (que lançou CD e se tornou o número um nos EUA. Nesse disco está incluída a canção 'Paris-Tóquio' que usa um sample de Eumir, da música 'San Juan Sunset'); com a 'Banda Phish', que também se tornou muito popular e gravou versão do arranjo de Eumir: 'Also Sprach Zarathustra (2001)'. 
Eumir, também finalizou, recentemente, para a EMI Records, trabalho com Luz Casal, cantora famosa na Espanha e França - trabalho esse, gravado nos respec-tivos países. Em 2011 trabalhou para o legendário cantor francês, Charles Aznavour e também para o famoso grupo: Berry, que foi lançado em abril de 2012. Além disso, produziu e organizou a carreira da nova cantora Laura Rizzotto para a 'Universal Records' e ainda, gravou seu CD 'The Crossing' em Milão-Itália, com diversos convidados como Al Jarreau; Paco Sery; John Tropea; Airto Moreira; Billy Cobham e outros astros da música mundial. Uma prova da eterna e duradoura influência do brasileiro  na música mundial. Seus planos para o momento são: tocar nos concertos ao redor do mundo e produzir novos trabalhos, incluindo um novo álbum. 

Link para abertura de 2001: 
http://www.youtube.com/watch?v=cWnmCu3U09w

Eumir e Orquestra em Also Sprach Zarathustra:  http://www.youtube.com/watch?v=Lb7rTiP6dnE