Vadico - 100 anos
Erasmino Gogliano e Maria Adelaide de Almeida, pais de Vadico (que nasceu Osvaldo de Almeida Gogliano, no dia 24 de junho de 1910) eram imigrantes italianos, como tantos outros que foram morar no bairro do Brás, São Paulo. O casal teve quatro filhos, músicos: Carlos, flautista e saxofonista; Ruth, piano e harmonia; Dirceu, formado pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e ele, Vadico, que desde menino dedicou-se ao piano, incentivado pela irmã. Aos 18 anos, venceu um concurso de música popular com a marcha "Isso mesmo é que eu quero". Por conta do entusiasmo trocou o ofício de datilógrafo pelo de músico profissional, quando foi contratado para tocar num hotel, em Poços de Caldas (MG).
"Eu me sentia como se tivesse descoberto a América! Larguei o tal emprego, e virei profissional, profissional ruim, tocando mal, quase de ouvido", comentou humildemente o pianista.
Seu samba 'Deixei de ser otário' datado de 1929, foi incluído no filme 'Acabaram-se os otários', dirigido por Luís de Barros - sua primeira composição gravada (Odeon), por Genésio Arruda. Nessa época, com apenas 19 anos, fazia trabalhos de orquestração e após mandar uma outra composição sua 'Arranjei Outra' (com Dan Malio Carneiro) para o Rio de Janeiro e esta ser gravada por Francisco Alves, resolveu mudar-se, no ano seguinte (1930) para a capital onde o mercado de trabalho era melhor. Ao chegar, apresentou suas músicas ao também paulista e maestro, Eduardo Souto, que conseguiu que uma delas, o samba "Silêncio", fosse gravada por Luís Barbosa e Vitório Lattari (Odeon). A mesma obra foi incluída na revista "Bibelô", de De Chocolat e ainda vencedora de concurso realizado pelo "Correio da Manhã" - o maior e principal jornal da capital daquela época. Ainda nesse mesmo ano, trabalhou como pianista no cabaré "A caverna", do Cassino Beira Mar.
Dois anos depois, o mesmo Eduardo Souto lhe apresenta Noel Rosa, no estúdio da Odeon. "A primeira vez que encontrei Noel Rosa foi em 1932. Não posso lembrar aqui o dia e o mês, mas recordo que o nosso encontro se deu nos estúdios da Odeon, onde eu trabalhava numa gravação com Chico Alves. Num dos intervalos do trabalho, tendo Eduardo Souto a meu lado, toquei ao piano uma das minhas composições com a qual o velho Souto ficara fascinado. Pouco depois de terminada a gravação, eis que surge o maestro acompanhado de Noel Rosa, que eu conhecia apenas de nome. Após as apresentações, Souto pediu-me que tocasse novamente o samba que tanto o agradara. Percebendo o entusiasmo de Noel pela minha composição, ali mesmo sugeriu que trabalhássemos juntos. Concordamos, eu e Noel, imediatamente. Dias depois minha música recebia o título de "Feitio de Oração" e seria gravada no mesmo mês pelos cantores Francisco Alves e Castro Barbosa. E com esse samba demos início a nossa parceria", relatou o autor.
A segunda composição da dupla foi o samba "Feitiço da Vila", lançado em 1934 por João Petra de Barros, também pela gravadora Odeon. Na sequência vieram: "Provei", "Quantos beijos", "Só pode ser você", "Conversa de botequim", "Cem mil-réis", "Tarzan, o filho do alfaiate", "Pra que mentir" e a "Marcha do dragão" composta para fins publicitários. Nestas composições, fez inicialmente a melodia e Noel colocou a letra. No caso de "Mais um samba popular", compôs a melodia, escreveu o refrão e colocou o título. Noel modificou o refrão e escreveu os versos da segunda parte. Ainda em 1934, foi contratado pelo clarinetista Luís Americano para atuar na Boite Lido, passando pouco depois a substituir o músico na chefia da orquestra. Gravou, ainda nesse período, com sua orquestra, na Columbia, as músicas "Maestro marmelada" e "Is it all right?".
Em 1935, a valsa "Natália" (instrumental) foi gravada com solo de saxofone de Luis Americano e ele próprio, Vadico, ao piano, além do samba "Conversa de botequim", gravado pelo próprio Noel Rosa.
Em 1936, outros dois sambas em parceria com Noel Rosa foram gravados também por Noel, dessa vez em dueto com Marília Batista, "Provei" e "Cem mil réis".
Em 1937, teve o samba "Seja o que Deus quiser", parceria com Mário Morais gravado por Nuno Roland (Odeon). Nesse ano, Vadico sofre uma perda inestimável - a morte prematura de seu parceiro Noel Rosa.
Em 1938, atuou pelo período de quatro meses no Cassino Tênis Clube de Petrópolis. Nesse ano, Sílvio Caldas gravou pela gravadora Victor o samba "Pra que mentir", parceria com Noel Rosa.
Em 1939, dois anos após o episódio com Noel, ainda muito triste, aceita o convite da Orquestra Romeu Silva para viajar ao Estados Unidos da América, para atuar no pavilhão brasileiro da Feira Mundial de New York - que estrearia em junho, ficando por lá até novembro. Nesse período (em 26 de outubro) participou das transmissões inéditas, em ondas curtas, para o Brasil, na National Broadcasting Corporation, do show de Carmem Miranda com o Bando da Lua, que lá fora passou a se chamar The Moon Gang - com Garoto substituindo Ivo Astolfi no banjo. Retornou ao Brasil com Romeu Silva, passando a se apresentar, com a orquestra, na Feira de Amostras do Rio de Janeiro.
Voltou a New York em abril de 1940 para a reabertura da Feira Mundial. Com o encerramento do evento, em outubro daquele ano, foi para Hollywood, onde passou a trabalhar na gravação das músicas do filme 'Uma noite no Rio' (That Nightin Rio, de Irving Cummings), com Carmem Miranda, onde aparecia tocando instrumento de percussão, quando anteriormente já havia gravado a parte de piano.
No ano seguinte, a pedido da Universal Pictures, compôs para um filme o samba Ioiô, que teve letra de Nestor Amaral. Continuou como pianista de Carmem Miranda e do Bando da Lua, fazendo também várias orquestrações para filmes em que estes atuavam, como Weekend in Havana (Aconteceu em Havana, direção de Walter Lang, 1941) e Springtime in the Rockies (Minha secretária brasileira, direção de Irving Cummings, 1942), além de outros e integrando também várias orquestras americanas.
Em 1943 fez shows em teatros e night clubs, sendo convidado no mesmo ano por Walt Disney, que o pediu emprestado à Twentieth Century Fox por cinco dias, para musicar o desenho de longa metragem 'Saludos, amigos', onde o papagaio Zé Carioca, personagem principal do filme, aparece como símbolo do Brasil.
Em 1944 participou de shows com Carmem Miranda e o Bando da Lua, apresentados nas bases da Marinha, em San Francisco, EUA.
No ano seguinte atuou no restaurante Latin Quarter; deixou de atuar ao lado de Carmem Miranda e do Bando da Lua, passando a integrar orquestras norte-americanas. Nessa época, teve aulas de harmonia, contraponto, orquestração e regência com o compositor Mario Castelnuovo Tedesco (1895-1968).
Em 1948, recebeu convite de Carmem Miranda para acompanhá-la em uma excursão a Londres. De volta aos Estados Unidos, passou a viver em Nova York.
Em 1949, ingressou, como regente, na Companhia de Bailado Katherine Dunham, com quem excursionou pela Europa.
Em 1950, apresentou-se na Broadway como diretor da orquestra dessa companhia. Excursionaram pela América do Sul, percorrendo diversos países e no Brasil passaram por Recife, São Paulo e Rio de Janeiro.
Ainda em 1950, dois de seus sambas com Noel Rosa foram relançados com grande sucesso por Aracy de Almeida, "Conversa de botequim" e "Feitiço da Vila".
Em 1951 recebe proposta de uma orquestra cubana para se apresentar em New York, e deixa a turnê da companhia da bailarina Katherine Dunham, que estava se apresentando em Kingston, Jamaica.
Em 1954, veio ao Brasil de férias, mas acabou ficando definitivamente. Enfrentou problemas com os direitos autorais de suas músicas, pois seu nome não constava como autor. Passou a atuar como pianista em gravações e a trabalhar como orquestrador para a gravadora Continental e para a Rádio Mayrink Veiga.
Em 1955, Helena de Lima gravou com sucesso o samba-prelúdio "Prece" (considerado pela crítica como uma de suas músicas mais inspiradas, e que seria regravada dois anos depois pelo Trio Nagô) e "Coração, atenção", parcerias com Marino Pinto, que acompanhou com sua orquestra. Ainda em 1955, acompanhou, na Continental, com seu conjunto, o cantor Jamelão (na gravação dos sambas "Corinthians, campeão do centenário" e "Oração de um rubro-negro", ambos de Billy Blanco), a cantora Dalva de Andrade (na valsa "Linda Espanha", de Altamiro Carrilho e Armando Nunes e no samba-canção "Aquele quarto", de Osvaldo Nunes e Aníbal Campos), Aracy de Almeida (na gravação do samba-toada "Cafuné", de Dênis Brean e Gilberto Milfont e no samba "Conselho inútil", de Miguel Gustavo), Gilberto Milfont (na marcha "Dois mil e quatrocentos", de Paquito e Romeu Gentil e no samba "Batendo cabeça", de Haroldo Lobo). Também no mesmo ano gravou (com seu regional) na Continental, com Noel Rosa o samba 'Conversa de botequim' e o choro 'Duvidoso', de sua autoria. Com Zezinho, gravou o samba "Tarzan, o filho do alfaiate" (parceria com Noel Rosa) e o choro "Não sobra um pedaço" (de Bororó e Aregivo). Neste mesmo ano, morre a amiga Carmem Miranda.
Em 1956, começou atuando com "Os Copacabana" na Boite Casablanca e depois lançou pela Continental o LP "Dançando com Vadico".
Nesse mesmo ano, com a peça "Orfeu da Conceição" pronta, Vinicius de Moraes procurou Vadico para musicá-la e, se possível, orquestrá-la, mas o convite, por problemas pessoais, foi recusado. O poetinha pediu a ajuda de Lúcio Rangel, que sugeriu o nome de Antonio Carlos Jobim, na época um jovem compositor e arranjador pouco conhecido.
Vadico e Vinicius de Moraes foram parceiros na música "Sempre a Esperar", na interpretação de Raul de Barros (gravada também no LP "Elizeth canta Vinicius", da Copacabana, em 1963).
No ano seguinte (1957), ingressou na TV Rio como diretor musical e seguiu também atuando como pianista em clubes noturnos. Durante o tempo que esteve fora do país compôs pouco, ao chegar ao Brasil, musicou versos de David Nasser.
Em 1958 voltou a trabalhar com Os Copacabana, apresentando-se nas casas noturnas Dancing Brasil e Avenida.
Em 1959, Carminha Mascarenhas gravou, na Polydor, o samba-canção "Dormir...sonhar", parceria com Herberto Sales, futuro integrante da Academia Brasileira de Letras. Deixou Os Copacabana e foi contratado pela casa noturna Sasha's.
Em 1960, Elizeth Cardoso gravou, na Copacabana, o samba-canção "Até quando?", pareceria com Marino Pinto.
Em 1962, gravou pelo selo Festa o LP "Festa dentro da noite". No início dos anos 1980, a gravadora Eldorado lançou um LP póstumo com algumas de suas canções inéditas interpretadas por diversos instrumentistas.
Notas Importantes:
Por conta da morte prematura do parceiro Noel, Vadico, em 1939 aceita o convite de ir para os Estados Unidos como pianista da orquestra Romeu e Silva. Lá encontra com Carmem Miranda e o Bando da Lua e passa a ser um dos integrantes das turnês da artista. Sete anos depois casa-se com Harrieta Melane, em New York.
A convite de Walt Disney, musicou em 1943 o desenho animado "Saludos, Amigos", que apresentava o papagaio Zé Carioca como símbolo do Brasil.
Em 1949, rodou a Europa e as Américas dirigindo a orquestra da Companhia de Bailados de Katherine Dunham.
Voltou ao Brasil em 1956, e trabalhou como diretor musical da recém inaugurada TV Rio (1955 a 1977)
No dia 11 de junho de 1962, enquanto preparava-se para um ensaio com uma orquestra no estúdio da Columbia, sofreu um ataque cardíaco e morreu.
Principais obras:
Arranjei outra (c/ Dan Malio Carneiro)
Até quando
(c/ Marino Pinto)
Cem mil-réis
(c/ Noel Rosa)
Conversa de botequim
(c/ Noel Rosa)
Coração atenção
Choro em Fá Maior
Chopp
Dormir...sonhar
(c/ Herberto Sales)
Dry Copacabana
Duvidoso
Feitiço da Vila
(c/ Noel Rosa)
Feitio de oração
(c/ Noel Rosa)
Guanabara
Mais um samba popular (c/ Noel Rosa)
Pra que mentir
(c/ Noel Rosa)
Natália
Onde estás, melodia?
Prece (c/ Marino Pinto)
Prenúncio
Provei (c/ Noel Rosa)
Quantos beijos (c/ Noel Rosa)
Seja o que Deus quiser
(c/ Mário Morais)
Silêncio
Só pode ser você
(c/ Noel Rosa)
Súplica (c/ Marino Pinto)
Tarzã, o filho do alfaiate (c/ Noel Rosa)
Vai, Astor
Discografia
(1955) Conversa de botequim/Duvidoso
Continental - 78
(1955) Tarzan o filho do alfaiate/Não sobra um pedaço - Continental - 78
(1956) Dançando Com Vadico - Continental - LP
(1962) Festa Dentro da Noite - Festa - LP
(1979) "Evocação III - Eldorado - LP
Tributo a sua obra que contou com a participação de grandes músicos, como Márcio Montar-royos, Dominguinhos, Raul de Barros, Amilton Godoy, Roberto Sion, Edu da Gaita e Heraldo do Monte
Sertanejo de verdade
A hora e a vez de Michel Teló
Primeiro DVD de sua carreira solo já chega com sucessos aprovados pelo público
Na gravação do primeiro DVD da carreira solo de Michel Teló, que aconteceu na XXII Festa Nacional do Pinhão, em Lages, Santa Catarina, no dia 6 de junho do corrente, mais de 50 mil pessoas estiveram presentes prestigiando o evento. Teló já conta com alguns hits nas rádios e a atual música de trabalho, Fugidinha, está estourada em todo o Brasil, assim como seu vídeo clipe que já bateu todos os recordes no You Tube. O DVD será lançado em agosto pela gravadora Som Livre.
Foi com o grupo Tradição, comandado por Michel que o Brasil conheceu as Micaretas Sertanejas. Com isso, a música do sertanejo universitário passou a integrar o repertório dos trios elétricos nas baladas baianas espalhadas pelo território nacional. Um novo público passava a conhecer e a curtir a música, ora pantaneira, agora de todo o Brasil. Balada Sertaneja, seu primeiro disco, conquistou o país e faz parte da programação de feiras e festas de peão.
Em agosto de 2009, o multinstrumentista iniciou turnê de sua carreira solo e vem mantendo a média de 15 shows por mês. O público crescente, atingiu a marca de 70 mil pessoas em Chapecó.
A primeira faixa de trabalho "Ei psiu beijo me liga" (de parceria dos irmãos Daniel e Diego Damasceno e Teófilo Teló) figurou entre as 10 mais tocadas, desde seu lançamento, em rádios Brasil afora. Depois foi a vez de "Amanhã sei lá" (de Nando Marques/Flavinho Tinto/Douglas Mello), segunda música de trabalho, também exaustivamente executada. “Fugidinha”, recém lançada, já caiu no gosto do povo e é impressionante como o público se identifica com a canção.
Michel, nasceu em Medianei-ra, no Paraná, e foi morar em Campo Grande/MS aos 2 anos de idade. Era daqueles meninos precoces que mostra ao que veio desde muito cedo. Aos 12 anos de idade se tornou cantor profissional integrando o Grupo Guri. Como a música que nascia no pantanal favorecia aos grupos e não aos cantores solos, Michel, passou ainda pelo grupo Santo Chão, antes de se firmar como vocalista principal do grupo Tradição, onde ficou por 12 anos, construindo maturidade profissional e conquistando notoriedade.
Michel Teló canta, dança, toca sanfona, gaita e violão. Com o irmão Teófilo Teló (também empresário dele e da dupla João Bosco e Vinícius) montou um estúdio de gravação por onde muitos artistas que hoje despontam no cenário nacional começaram. Anos depois, o estúdio virou uma gravadora e em seguida uma editora, a Panttanal.
"Balada Sertaneja", o primeiro disco solo do artista, foi produzido por Dudu Borges e Ivan Miyazato e contém 16 faixas, entre elas: "Ei pisiu, beijo me liga", com a participação especial dos amigos João Bosco & Vinícius, "Larga de Bobeira", "Ponto Certo", "Gotas de Água Doce", "Explodiu", "Horizonte", "Orelhão", "Cilada", “Pai, Mãe”, “Faz de Difícil”, além de dois Pout-pourris.
Fernando e Sorocaba
Fernando e Sorocaba
A trajetória e o sucesso de Fernando e Sorocaba seriam inimagináveis há 10 anos. Música para download, estréia em disco ao vivo, DVDs, dois Fernandos antenados com o que há de mais contemporâneo no som rural norte-americano e com a música pop em geral.
Um Fernando foi criado nas lavouras de Ji-Paraná (RO), onde aprendeu a tocar, desde menino, o violão. Já na escola, participou de festivais, e, com 15 anos, foi ganhar a vida se apresentando em bares em Cuiabá (MT) junto com duplas e bandas dos mais variados ritmos.
O outro Fernando, em São Paulo (capital), criado entre a cidade grande e a fazenda da família, em Soro-caba (SP), acabou ganhando, como apelido, o nome da cidade. Este, cultivou a paixão por country americano, cavalos e esportes com laço, no qual se tornou campeão de várias provas. A música só surgiu na vida de Sorocaba durante o curso na faculdade de Agronomia, em Londrina (PR).
Compositor, Sorocaba conquistou o público londrino em festas universitárias e boates. No segundo ano de faculdade já pagava suas contas graças às canções que fazia e cantava.
Foi lá que gravou o primeiro disco ao vivo, em 2007. A dupla disponibilizou músicas para download, vídeos no Youtube, um belo site oficial e um blog dentro do site para manter contato com os fãs.
Aliás, sabe como foi que aconteceu a dupla? Os dois se encontraram num bar em Londrina, apresentados por amigos (e também fãs) em comum. Logo viram que a sintonia funcionava e a dupla daria certo.
O segundo lançamento foi o CD e DVD "Bala de Prata", em janeiro de 2008, pela Universal, gravado em Santa Fé (PR) com músicas autorais. O show de lançamento, contou com dez mil pessoas cantando em coro os hits: "Vem Ficar do Meu Lado", "Noite Enluarada" e "Bala de Prata" que alcançou a posição 60 no Ranking Crowley em todos os gêneros em 2008. Esse primeiro projeto da dupla vendeu 45 mil cópias e rendeu uma agenda cheia durante todo o ano. Hoje, Fernando e Sorocaba fazem uma média de 200 shows anuais - fenômeno sertanejo em todo o País.
A internet é uma grande aliada desde a época independente, quando disponibilizavam as músicas para download. Atualmente, o site oficial recebe cerca de 105 mil acessos por mês e os vídeos da dupla no YouTube somam mais de 4,5 milhões de exibições.
Em 2009 lançaram "Vendaval", terceiro álbum que vem com o hit 'Paga Pau' estourado nas rádios de todo o Brasil.
Todos os registros são ao vivo, pois é nesse formato que as músicas crescem e ganham forma.. É no palco e com a participação do público que as músicas se definem.
Em Vendaval, "Paga Pau", que abre o trabalho. Uma mistura de country, pop e rock em diálogo bem-humorado: "Você diz que não me ama/ Você diz que não me quer/ Mas fica pagando pau/ Qual é que é?".
Na seqüência, um raggamuffin com sertanejo em "Da Cor do Pecado". E uma programação de bateria abre a porta para a balada de violão "Força de um Furacão". "Chevetão", é um new country com acento pop-rock que narra o envolvimento com uma Maria Gasolina". "Vítima do Amor" é baladona comandada por um violão e um órgão.
Refrões fortes, harmonia encaixada para embalo ou dança, melodia e bom gosto nos arranjos são as características do disco.
"Que Raiva que Dá" - balada com vocal dobrado que ganha uma viola sertaneja na mistura com country. "Um Quadro" é uma levada power pop conduzida pela gaita. "Estrela Solitária" - destaca um violão dedilhado. "Conseqüências de te Amar" - tem slide de guitarra que marca a canção. O clima muda em "Máquina do Tempo", e luzes mais baixas dão o clima no espetáculo. O romantismo ganha força no refrão: "Ah, se eu pudesse voltar atrás/ Na máquina do tempo". "O Mundo Avisou" conduz a cadência da composição para o ritmo caribenho, como se um grupo sertanejo country fizesse todos os esforços para o ska. Os mesmos elementos ganham em harmonia em "Brilho no Olhar", canção de refrão potente. Mais uma vez o romantismo toma conta do palco na interpretação da dupla em "Você é mais", com texto de promessa: "Como eu te quero/ Nunca quis ninguém/ Vem para mim/ Vem me amar/ Te imaginei nas madrugadas e hoje sei que você não é o que esperava/ Você é mais". "100 % Você" é country-sertanejo-pop acelerado, enquanto "Livre pro Amor" leva a gaita e guitarra limpa para o ska. "Bala de Prata", fecha o show - sucesso absoluto!!!
(Asses./internet)
Rock In Rio Lisboa
O sonho continua. O Rock in Rio, festival de música idealizado pelo empresário brasileiro Roberto Medina, este ano se transporta pela quarta vez do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, para o cenário também luminoso das margens do rio Tejo, em Lisboa. Nos dias 21, 22, 27, 29 e 30 de Maio muitas milhares de pessoas vão estar no Parque da Bela Vista assistindo a apelativos mega-shows e se confraternizando em torno do conceito "Rock in Rio Por um Mundo Melhor".
No apogeu da primavera do hemisfério norte e no que tem sido um sempre muito esperado pelos portugueses 'acontecimento bienal', desfilarão nos palcos do Rock in Rio, entre outros, Shakira, John Mayer, Leona Lewis, Snow Patrol, Miley Cyrus e Motorhead. Ter um cartaz bem recheado de grandes astros é preocupação do Rock in Rio desde a sua primeira realização na Cidade do Rock, em 1985 - na Barra da Tijuca. Falando ao JG News, Nuno Sousa Pinto, Diretor de Produção do evento afirma que "ao longo dos seus 25 anos o Rock in Rio pretendeu sempre apresentar os melhores nomes da música, querendo atingir públicos ecléticos, de várias idades". Quando confrontamos Nuno Sousa Pinto com a praticabilidade de reunir em torno da música pessoas de várias gerações ele foi terminante: "pretendemos atingir todo o público. O festival é para todos, a nível de idades e de ideologias. Nós desejamos até abraçar as famílias, dizendo, venham todos ao Rock in Rio".
Os conceitos do Rock in Rio têm sido madurados ao longo dos anos mas basicamente já estão presentes desde a sua primeira edição. Danyel Guerra, um carioca radicado no Porto, jornalista e escritor, acompanhou no "rockódromo" da Barra da Tijuca, em época de alvor da Nova República, a primeira edição do festival. Ele reportou, então, em Portugal, através do Jornal de Notícias as suas impressões sobre a iniciativa de Roberto Medina, e lembra agora o caráter de festa e liturgia que teve o que considerou "uma espécie de Woodstock tropical, revestido de alguns importantes protagonistas do rock, já sem o espírito do flower power mas virado para a realidade social que se vivia". E mostra a sua vontade de estar presente este ano no Rock in Rio que considera "consegue palcos alternativos para o rock e a música alternativa, enquanto pisca o olho ao mainstream e a nomes já consagrados".
A liturgia a que Danyel se refere encontra uma imagem similar nas palavras de Nuno Sousa Pinto que fala de "um espírito de comunhão coletiva que se vive no Rock in Rio a pretexto da música".
O clã Medina tem papel importante numa dinâmica luso-brasileira que se criou. Roberto Medina é o Presidente da estrutura, sendo seus filhos Roberta e Rudolfo respetivamente, Vice-Presidente Executiva e Vice-Presidente, Marketing & Comercial. Nuno Sousa Pinto diz que "além do apoio dado no Brasil pela empresa Artplan, temos cerca de cinquenta pessoas trabalhando aqui, portugueses e brasileiros". E os artistas brasileiros estão presentes no Rock in Rio Lisboa? Nuno diz-nos: "Roberto Medina sempre quer dar um toque da sua terra, da sua nação. E é através da música que fazemos isso. Desde 2004, data da primeira edição portuguesa, contamos com participação de Ivete Sangalo, adorada pelo público português, e de outros artistas do Brasil. Este ano, além da Ivete, teremos Maria Rita, Martinho da Vila, Zeca Baleiro, Toni Garrido dentre outros. O Rock in Rio nasceu no Brasil e pretendemos prestigiar isso".
Algumas das presenças brasileiras terão lugar no palco Sunset, que dividirão com músicos e cantores portugueses. Quem for ao Parque da Bela Vista pode assistir a shows de Rui Veloso com Maria Rita (dia 22), Jorge Palma com Zeca Baleiro (dia 27), Tiê com Thiago Bettencourt & Mantha ou Luís Represas com Martinho da Vila (dia 29).
No Sunset, no espaço para as modernas músicas eletrônicas ou no palco Mundo, uma miríade de importantes presenças estão confirmadas mas não pode deixar de sobressair que o Rock in Rio reunirá novamente em palco, os Trovante, um dos mais importantes grupos da música portuguesa (dia 22). Com um percurso notável de qualidade e popularidade, os Trovante entretanto se separaram e a sua comparência no Rock in Rio está a ser aguardada com expetativa.
Álvaro Costa, apresentador de rádio e televisão em Portugal, sempre atento aos acontecimentos musicais pop e rock, afirma: "este é sem dúvida, o festival português que apresenta melhor som e imagem" e enfoca a "qualidade elevada dos serviços prestados". Por isso, diz Álvaro, "em tempos de crise na economia portuguesa as pessoas continuam a investir em ir ao festival, sabendo que vão encontrar num local magnífico bons momentos de evasão e entretenimento". O apresentador não deixa de assinalar "que muitos portugueses, por vezes até famílias, têm já orçamento certo para o Rock in Rio".
Sendo as vendas antecipadas de seus ingressos um êxito e com o evidente interesse dos portugueses, o Rock in Rio demonstra uma grande aceitação. O Dr. Luís Humberto Marcos, diretor do Museu Nacional da Imprensa e professor universitário de Ciências da Comunicação, ajuda também a entender este caso de sucesso, enfatizando: "a mediatização do evento é importante mas a qualidade e a organização é que marcam o sucesso de uma iniciativa como esta. E a força do Rock in Rio se relaciona com a mobilização por causas que são preocupação dos cidadãos. Tendo o lema POR UM MUNDO MELHOR, e contribuindo para motivos como os ambientais, cria-se uma harmonização extraordinária. A música já é uma das marcas do humanismo mas com tudo isso se contribui para criar momentos de felicidade".
Esses momentos de felicidade estarão também em Espanha no Rock in Rio Madrid, nos próximos dias 4, 5, 6, 11 e 14 de Junho. Uma marca de origem brasileira vai-se espalhando em vários azimutes. Diz Nuno Sousa Pinto: "Em 2004 viemos para Portugal com um projeto definido de internacio-nalização. Isso já se conseguiu e vai prosseguir, pois existem vários países interessados em receber o Rock in Rio. Sem esquecer que breve queremos voltar ao Brasil". (Por Alberto Guimarães)
Haroldo Lobo - 100 anos de sucesso
100 anos depois suas músicas tocam por todo o BrasilHaroldo Lobo o Rei do carnaval e das Festas Juninas
Carlos Monte adquiriu algumas informações da pesquisadora americana Daniella Thompson, outras do próprio filho do compositor, Denis Lobo (atual Presidente da Sbacem - sociedade do Ecad), e realizou uma grande festa que acontece todas as quartas-feiras na Casa de Cultura Carioca até o dia 17 de fevereiro de 2010. Foram selecionadas 34 das 600 músicas do compositor e o evento começa com a entrevista que fez com Denis Lobo, lembrando da figura do pai, suas atitudes e suas músicas. Histórias vividas pelo filho que acompanhava e admirava um pai genial. Depois entra o grupo da cavaquinista (também genial, e menina prodígio, Nilze Carvalho) o Sururu na Roda, fantasiados à caráter, para interpretar os sucesso de Haroldo Lobo. No dia da estréia, assisti o povo indo ao delírio embalado pelas marchinhas, voltando à infância quando toca 'O Sanfoneiro Só Tocava Isso' e chorando (muita gente chorando), quando as primeiras notas do arranjo de Tristeza despontam no palco. Excelente show, excelentes arranjos, de parabéns o grupo Sururu na Roda (onde todos cantam e tocam) pelo belo espetáculo, parabéns ao genial Carlos Monte pela belíssima homenagem.
Outras do genial Haroldo Lobo:
Haroldo Lobo foi Tri-campeão de Basquete pelo Botofogo e pelo Flamengo (seu nome está na calçada da fama do clube da Gávea). Foi Tesoureiro da Sbacem, Diretor da Carteira Social e Presidente do Carioca Esporte Clube (Jardim Botânico), clube que ainda hoje realiza eventos carnavalescos.
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